{"id":177,"date":"2021-06-16T17:51:49","date_gmt":"2021-06-16T17:51:49","guid":{"rendered":"https:\/\/infoamendoim.com.br\/website\/?p=177"},"modified":"2021-06-16T17:51:50","modified_gmt":"2021-06-16T17:51:50","slug":"resistencia-a-pragas-e-doencas-em-amendoim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoamendoim.com.br\/website\/2021\/06\/16\/resistencia-a-pragas-e-doencas-em-amendoim\/","title":{"rendered":"RESIST\u00caNCIA A PRAGAS E DOEN\u00c7AS EM AMENDOIM"},"content":{"rendered":"\n<p>No Brasil, a produ\u00e7\u00e3o atual gira em torno de 300.000 toneladas anuais do produto em casca, sendo que mais de 80% da produ\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 gerada em diversos munic\u00edpios do estado de S\u00e3o Paulo, gerando emprego e renda para essas regi\u00f5es. Nos \u00faltimos 10 anos, a cultura vem registrando crescimento em \u00e1rea plantada e, principalmente, em produtividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos padr\u00f5es tecnol\u00f3gicos que este mercado requer, o custo de produ\u00e7\u00e3o de um hectare, no Brasil, \u00e9 superior a U$ 1.300,00. Em \u00e9pocas em que o mercado est\u00e1 est\u00e1vel, os pre\u00e7os pagos ao produtor cobrem facilmente este custo. Entretanto, isto nem sempre ocorre, colocando em risco a viabilidade econ\u00f4mica do neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 30% deste custo s\u00e3o gastos com inseticidas e fungicidas para o controle qu\u00edmico de pragas e doen\u00e7as. Al\u00e9m do aspecto econ\u00f4mico, os impactos ambientais causados pelo uso de agroqu\u00edmicos est\u00e3o gradativamente ganhando import\u00e2ncia maior sobre as boas pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o, interferindo na aceita\u00e7\u00e3o dos produtos para consumo humano.<\/p>\n\n\n\n<p>A resist\u00eancia varietal \u00e9 a forma mais eficaz de controle de pragas e doen\u00e7as, e \u00e9 a que representa uma maior prote\u00e7\u00e3o para o produtor e para o agrossistema. Este cap\u00edtulo trata das principais pragas e doen\u00e7as que ocorrem ou podem eventualmente ocorrer na cultura do amendoim nas regi\u00f5es produtoras de S\u00e3o Paulo, e as possibilidades da cria\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de cultivares resistentes.<\/p>\n\n\n\n<p>PRINCIPAIS PRAGAS<\/p>\n\n\n\n<p>Tripes-do-prateamento, Enneothrips flavens Moulton, 1941 (Thysanoptera: Thripidae)<br>\u00c9 a principal praga do amendoim na regi\u00e3o Sul-Sudeste do pa\u00eds. A esp\u00e9cie normalmente \u00e9 encontrada nos ponteiros sendo respons\u00e1vel pelas estrias e deforma\u00e7\u00f5es nos fol\u00edolos, que acarreta grandes preju\u00edzos para a cultura. S\u00e3o insetos pequenos, n\u00e3o ultrapassando 2 mm de comprimento. As formas jovens s\u00e3o amareladas e os adultos apresentam colora\u00e7\u00e3o escura e asas franjadas. Vivem abrigados nos fol\u00edolos fechados, raspando e sugando a seiva que exsuda.<\/p>\n\n\n\n<p>O ciclo de vida de E. flavens dura cerca de 13 dias, passando pelos est\u00e1gios de ovo que s\u00e3o colocados no interior dos tecidos foliares, passa por dois est\u00e1gios imaturos que se alimentam ativamente (ninfas I e II), por dois est\u00e1gios quiescentes (pr\u00e9-pupa e pupa) e adulto (MOUND &amp; TEULON, 1995). Tanto a pr\u00e9-pupa como as pupas podem se locomover quando molestadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto as ninfas quanto os adultos de da esp\u00e9cie E. flavens ficam alojados nos fol\u00edolos ainda fechados nos brotos apicais das plantas de amendoim (ROSSETTO et al., 1968) causando estrias prateadas e deforma\u00e7\u00f5es nos fol\u00edolos (Figura 1), com grandes preju\u00edzos para a cultura. Segundo GALLO et al. (2002), o tripes ataca os fol\u00edolos jovens dos ponteiros das plantas, raspando-os e alimentando-se da seiva que exsuda, causando com isso deforma\u00e7\u00f5es e estrias, as quais se refletem em preju\u00edzos em termos de produtividade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"298\" height=\"250\" src=\"https:\/\/infoamendoim.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/figura-1-sintomas-ataque-tripes-prteamento-amendoim.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-178\" srcset=\"https:\/\/infoamendoim.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/figura-1-sintomas-ataque-tripes-prteamento-amendoim.png 298w, https:\/\/infoamendoim.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/figura-1-sintomas-ataque-tripes-prteamento-amendoim-1x1.png 1w\" sizes=\"(max-width: 298px) 100vw, 298px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Figura 1. Sintomas de ataque do tripes do prateamento em amendoim.<\/p>\n\n\n\n<p>As informa\u00e7\u00f5es encontradas na literatura a respeito da influencia do tripes do prateamento na produ\u00e7\u00e3o do amendoim s\u00e3o discordantes em numero (vari\u00e1veis de 10 a 75%), mas concordam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 import\u00e2ncia econ\u00f4mica da praga, que \u00e9 considerada muito grande.<\/p>\n\n\n\n<p>O controle desta praga \u00e9 realizado principalmente com a aplica\u00e7\u00e3o de inseticidas que variam de quatro a sete aplica\u00e7\u00f5es dependendo do n\u00edvel de infesta\u00e7\u00e3o e da cultivar utilizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Como um controle alternativo e ben\u00e9fico tanto ao homem como ao meio ambiente, o uso de variedades resistentes a insetos \u00e9 considerado como o m\u00e9todo ideal de controle, pois mant\u00e9m a praga abaixo dos n\u00edveis de dano econ\u00f4mico, n\u00e3o polui o ambiente, n\u00e3o causa desequil\u00edbrios e reduz o custo do tratamento fitossanit\u00e1rio (LARA, 1991). Plantas com resist\u00eancia a insetos e \u00e1caros revelam-se como o m\u00e9todo mais econ\u00f4mico de combate \u00e0s pragas; todavia, essas cultivares deve ser competitiva no mercado para serem utilizadas com sucesso (CAMPBELL &amp; WYNNE, 1980).<\/p>\n\n\n\n<p>De modo geral, plantas de amendoim com baixa resist\u00eancia podem reduzir de 10 a 35% os danos causados por insetos-pragas em rela\u00e7\u00e3o a uma cultivar suscet\u00edvel; uma planta com moderada resist\u00eancia pode representar de 35 a 65% de redu\u00e7\u00e3o de danos, e uma planta com alta resist\u00eancia mostrar\u00e1 redu\u00e7\u00f5es superiores a 65% (CAMPBELL &amp; WYNNE, 1980).<\/p>\n\n\n\n<p>A resist\u00eancia de gen\u00f3tipos ao tripes-do-prateamento tem sido pouco explorada, segundo Godoy et al. (1999), pois em muitos pa\u00edses, o inseto (E. flavens) n\u00e3o \u00e9 reconhecido como praga de import\u00e2ncia econ\u00f4mica, como ocorre no Brasil. Em outros pa\u00edses, as esp\u00e9cies de tripes n\u00e3o causam danos diretos significativos e s\u00e3o importantes principalmente pelos danos indiretos atuando como vetores de v\u00edrus em amendoim.<\/p>\n\n\n\n<p>LYNCH &amp; MACK (1995) citam diversos trabalhos em que a resist\u00eancia ao tripes foi avaliada em cultivares ou em acessos de germoplasma. Na \u00cdndia, a cultivar Robut 33-1 foi avaliada como resistente ao tripes Franklinella schultzei (Trybom). Linhagens resultantes de cruzamentos com essa cultivar tamb\u00e9m foram avaliadas como resistentes a v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>LEUCK et al. (1967), estudando o controle de tripes atrav\u00e9s de cultivares resistentes, na Georgia, Estados Unidos, observaram que, dentre as cultivares testadas, as do grupo Spanish, Argentine e Starr, foram pouco atacadas quando comparadas com as demais cultivares testadas, ou seja, elas se mostraram mais resistentes ao ataque de F. fusca, do que as do grupo Virg\u00ednia.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, poucos s\u00e3o os trabalhos no sentido de desenvolver uma cultivar com resist\u00eancia ao tripes. Os estudos visam identificar resist\u00eancia em cultivares de amendoim j\u00e1 comercializadas.<\/p>\n\n\n\n<p>GABRIEL et al. (1996) mostraram que variedades de ciclo longo, como IAC Caiap\u00f3 e IAC Jumbo tendem a ser menos atacadas pelos tripes na aus\u00eancia de controle qu\u00edmico, enquanto que variedades precoces como Tatu s\u00e3o mais atacadas e, portanto necessitam de maior cuidado quanto aos tripes. BOI\u00c7A JUNIOR et al. (2004) observaram que os gen\u00f3tipos Makap e Altika apresentaram as menores infesta\u00e7\u00f5es de E. flavens possivelmente devido a fatores de resist\u00eancia ao inseto.<\/p>\n\n\n\n<p>Moraes et al. (2005) e Boi\u00e7a Junior et al. (2012) ao avaliarem cultivares de amendoim em condi\u00e7\u00f5es de campo, verificaram que a cultivar IAC Caiap\u00f3 apresentou resist\u00eancia ao tripes-do-prateamento do tipo \u201ctoler\u00e2ncia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outra linha de trabalho, linhagens descendentes de cruzamentos envolvendo o acesso 69007 introduzido da \u00cdndia (ICRISAT) com potencial para resist\u00eancia m\u00faltipla a doen\u00e7as foliares (GODOY et al., 2009), foram avaliadas em condi\u00e7\u00f5es de campo, para rea\u00e7\u00f5es ao tripes do prateamento, tendo sido notada ampla variabilidade. Na aus\u00eancia de aplica\u00e7\u00f5es de inseticida, algumas linhagens (L. 383 e 389) se destacaram, por apresentarem as menores infesta\u00e7\u00f5es do inseto e menores notas de sintoma de ataque do tripes-do-prateamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O g\u00eanero Arachis vem sendo estudado quanto ao potencial de resist\u00eancia a pragas. Muitas das esp\u00e9cies possuem n\u00edveis de resist\u00eancia a pragas superiores aos encontrados em acessos de germoplasma de A. hypogaea (STALKER &amp; CAMPBELL, 1983, STALKER &amp; CAMPBELL, 1983).<\/p>\n\n\n\n<p>Em germoplasma silvestre, os primeiros trabalhos realizados aqui no Brasil (Janini et al., 2010; Janini, 2011) deram indica\u00e7\u00f5es de que a resist\u00eancia em n\u00edvel mais alto pode ser encontrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outros pa\u00edses, a resist\u00eancia de germoplasma silvestre tem sido estudada em outros insetos. Stalker &amp; Campbell (1983) avaliaram 49 acessos sendo que 17 n\u00e3o apresentaram danos por tripes, 21 n\u00e3o apresentaram danos por cigarrinha e oito n\u00e3o tiveram danos por nenhum dos dois em tr\u00eas anos de testes.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais recentemente, descobriu-se que a obten\u00e7\u00e3o de plantas anfidiploides \u00e9 uma rota vi\u00e1vel para introgress\u00e3o de genes silvestres de Arachis spp. no amendoim cultivado (F\u00e1vero et al., 2006; F\u00e1vero et al., 2011). A esp\u00e9cie cultivada (Arachis hypogaea), alotetraploide, possui dois genomas, A e B, enquanto que a grande maioria das esp\u00e9cies silvestres, diploides, possui alternativamente, genomas A ou B. A estrat\u00e9gia consiste em cruzar esp\u00e9cies dos dois grupos, obtendo-se h\u00edbridos diploides est\u00e9reis AB. A duplica\u00e7\u00e3o dos cromossomos com colchicina produz indiv\u00edduos AABB, que podem assim ser cruzados com A. hypogaea.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o desta estrat\u00e9gia, est\u00e1 sendo poss\u00edvel realizar cruzamentos entre os anfidiploides e A. hypogaea. Popula\u00e7\u00f5es oriundas destes cruzamentos est\u00e3o sendo avaliadas em condi\u00e7\u00f5es de campo para resist\u00eancia ao tripes (Michelotto, informa\u00e7\u00e3o pessoal).<\/p>\n\n\n\n<p>Lagarta-do-pesco\u00e7o-vermelho, Stegasta bosquella (Chambers, 1875)<br>Outra praga-chave na cultura do amendoim \u00e9 a lagarta-do-pesco\u00e7o-vermelho. O adulto mede 6 a 7 mm de envergadura, apresentando o corpo de colora\u00e7\u00e3o cinza-prateada, com manchas amarelo-douradas. Na base da asa nota-se uma grande mancha esbranqui\u00e7ada, que vai da margem interna \u00e0 metade da asa. A lagarta, completamente desenvolvida, mede cerca de 6 mm de comprimento; \u00e9 de colora\u00e7\u00e3o branco-esverdeada e de cabe\u00e7a preta. Os dois primeiros segmentos tor\u00e1cicos s\u00e3o vermelhos, notando-se no primeiro deles uma placa preta do lado dorsal, subdividida na parte central por uma linha longitudinal vermelha (GALLO et al., 2002).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo GALLO et al.(2002) e JANINI (2011) a fase de ovo dura de 2 a 3 dias; lagarta, de 8 a 15 dias; pupa de 4 a 10 dias; adulto, de 6 a 17 dias. O ciclo da praga se completa em 3 a 8 semanas. Os ovos s\u00e3o depositados isoladamente ou em pequenos grupos sobre ou sob br\u00e1cteas das gemas, durante a noite.<\/p>\n\n\n\n<p>A lagarta ataca as brota\u00e7\u00f5es enquanto os fol\u00edolos ainda est\u00e3o fechados, perfurando-os. Assim, ap\u00f3s sua abertura, estes ficam com a \u00e1rea foliar destru\u00edda de modo sim\u00e9trico, o que caracteriza o ataque da praga (Figura 2). Al\u00e9m disso, \u00e9 poss\u00edvel observar a lagarta no interior dos tecidos da planta, na inser\u00e7\u00e3o das folhas no caule e, \u00e0s vezes, no pr\u00f3prio caule. Os preju\u00edzos s\u00e3o consider\u00e1veis, uma vez que impedem que os fol\u00edolos se abram para dar expans\u00e3o \u00e0s folhas. O ataque \u00e0s gemas reduz consideravelmente o desenvolvimento das plantas, principalmente se a infesta\u00e7\u00e3o ocorrer no in\u00edcio da cultura (GALLO et al., 2002).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"276\" height=\"198\" src=\"https:\/\/infoamendoim.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/figura-2-sintomas-ataque-tripes-prateamento-amendoim.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-179\" srcset=\"https:\/\/infoamendoim.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/figura-2-sintomas-ataque-tripes-prateamento-amendoim.png 276w, https:\/\/infoamendoim.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/figura-2-sintomas-ataque-tripes-prateamento-amendoim-1x1.png 1w\" sizes=\"(max-width: 276px) 100vw, 276px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Figura 2. Sintomas de ataque do tripes do prateamento em amendoim.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, com os avan\u00e7os condicionados \u00e0 cultura do amendoim e o aumento de \u00e1reas de plantio com alta produtividade a lagarta-do-pesco\u00e7o-vermelho tem se tornado praga chave desta cultura proporcionando grandes preju\u00edzos.<\/p>\n\n\n\n<p>Avaliando esp\u00e9cies silvestres de amendoim, Janini (2009; 2011) e Michelotto et al. (2013) destacaram como mais resistentes os acessos GKP10017 (A. cardenasii) e V7639 (A. kuhlmannii) por apresentaram as menores percentagens de fol\u00edolos com presen\u00e7a S. bosquella e notas de sintomas de ataque visuais principalmente quando comparados \u00e0 cultivares comerciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em A. hypogaea, ou seja, em gen\u00f3tipos cultivados, a linhagem L.383 tem se destacado nos ensaios realizados em condi\u00e7\u00f5es de campo por apresentar menor infesta\u00e7\u00e3o da lagarta-do-pesco\u00e7o-vermelho.<\/p>\n\n\n\n<p>PRINCIPAIS DOEN\u00c7AS<\/p>\n\n\n\n<p>Doen\u00e7as f\u00fangicas foliares<br>As doen\u00e7as f\u00fangicas da parte a\u00e9rea s\u00e3o as de maior import\u00e2ncia econ\u00f4mica para o amendoim, e a aplica\u00e7\u00e3o de fungicidas durante o ciclo da cultura, ainda \u00e9 o meio de controle mais utilizado (Moraes &amp; Godoy, 1997).<\/p>\n\n\n\n<p>As cercosporioses (mancha castanha \u2013 Cercospora arachidicola e mancha preta \u2013 Cercosporidium personatum) e a ferrugem (Puccinia arachidis) constituem-se nas doen\u00e7as de maior express\u00e3o e potencial de danos para o amendoim, tanto no Brasil como em outros pa\u00edses (Figura 3). A verrugose (Sphaceloma arachidis) e a mancha barrenta (Phoma arachidicola) podem eventualmente causar danos econ\u00f4micos, principalmente em gen\u00f3tipos do grupo ereto precoce.<\/p>\n\n\n\n<p>As cercosporioses, amplamente disseminadas nas regi\u00f5es produtoras, s\u00e3o respons\u00e1veis por quebras de produ\u00e7\u00e3o de at\u00e9 70%, dependendo do cultivar e da severidade da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A mancha preta (Figura 3), tamb\u00e9m conhecida como mancha \u201ctardia\u201d \u00e9 a mais prevalente e a que causa danos de maior express\u00e3o. Seu ciclo epidemiol\u00f3gico inicia entre 45 e 50 dias de idade das plantas e tende a progredir at\u00e9 o final do ciclo da cultura.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"340\" height=\"245\" src=\"https:\/\/infoamendoim.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/figura-3-sintomas-da-mancha-preta-amendoim.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-180\" srcset=\"https:\/\/infoamendoim.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/figura-3-sintomas-da-mancha-preta-amendoim.png 340w, https:\/\/infoamendoim.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/figura-3-sintomas-da-mancha-preta-amendoim-300x216.png 300w, https:\/\/infoamendoim.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/figura-3-sintomas-da-mancha-preta-amendoim-1x1.png 1w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Figura 3. Sintomas da mancha preta em amendoim.<\/p>\n\n\n\n<p>A mancha castanha (ou mancha precoce) tamb\u00e9m aparece ao redor de 6 semanas do ciclo da cultura; entretanto, a doen\u00e7a n\u00e3o progride at\u00e9 o final do ciclo, como a mancha preta. Isto n\u00e3o significa necessariamente que os danos por ela causados s\u00e3o menores, pois um dos seus efeitos nas plantas \u00e9 a desfolha precoce.<\/p>\n\n\n\n<p>A ferrugem ocorre com menor frequ\u00eancia, mas o seu poder destrutivo \u00e9 alto, pois os esporos se reproduzem rapidamente, obrigando o produtor a reduzir os intervalos entre as aplica\u00e7\u00f5es de fungicida, o que aumenta o n\u00famero de pulveriza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A verrugose pode ser considerada a quarta doen\u00e7a em import\u00e2ncia. Cultivares do grupo ereto\/precoce (vulgarmente conhecidos como Val\u00eancia ou Spanish), tendem a ser mais suscet\u00edveis do que os cultivares rasteiros (grupo conhecido como Virginia). Os danos causados est\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o de p\u00fastulas do fungo (\u201cscabs\u201d ou \u201cverrugas\u201d) que prejudicam o desenvolvimento das plantas. A mancha barrenta tamb\u00e9m \u00e9 de freq\u00fc\u00eancia relativamente baixa, aparece da metade para o final do ciclo da cultura. A maior incid\u00eancia da mancha barrenta tamb\u00e9m \u00e9 observada em variedades de amendoim do grupo ereto\/precoce (Godoy et al, 2005).<\/p>\n\n\n\n<p>A resist\u00eancia \u00e0s cercosporioses e \u00e0 ferrugem mostra-se controlada por a\u00e7\u00e3o polig\u00eanica e heran\u00e7a quantitativa, o que dificulta os trabalhos de melhoramento. Entretanto, dependendo do germoplasma a ser utilizado, \u00e9 poss\u00edvel explorar resist\u00eancia a m\u00faltiplas doen\u00e7as, onde o car\u00e1ter \u00e9 transmitido por blocos de genes.<\/p>\n\n\n\n<p>Cultivares moderadamente resistentes \u00e0 mancha preta e ferrugem, como o IAC Caiap\u00f3, IAC 503 e IAC 505 (Godoy et al. 1999; Godoy et al. 2005; Santos et al., 2013) t\u00eam sido obtidos e difundidos aos produtores no Brasil. A partir de germoplama obtido no ICRISAT (\u00cdndia), o programa de melhoramento do IAC vem desenvolvendo linhagens portadoras de alta resist\u00eancia \u00e0 mancha preta, mancha castanha e ferrugem (Godoy et al. 2009).<\/p>\n\n\n\n<p>Resist\u00eancia a doen\u00e7as foliares tamb\u00e9m tem sido observada em esp\u00e9cies silvestres, e alguns acessos apresentam altos n\u00edveis de resist\u00eancia (Stalker and Simpson 1995; F\u00e1vero et al., 2009) .<\/p>\n\n\n\n<p>A resist\u00eancia a manchas foliares presente em algumas esp\u00e9cies silvestres de Arachis tem sido menos explorada porque a maioria delas \u00e9 diploide, enquanto que a esp\u00e9cie cultivada \u00e9 alotetraploide. A barreira da ploidia faz com que os h\u00edbridos obtidos sejam est\u00e9reis. Ap\u00f3s o desenvolvimento de um m\u00e9todo para obten\u00e7\u00e3o de anfidoploides, tornou-se poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies silvestres como fonte de resist\u00eancia a doen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Arachis cardenasii e A. stenosperma s\u00e3o esp\u00e9cies consideradas interessantes fontes de resist\u00eancia \u00e0s manchas foliares (Stalker &amp; Simpson, 1995). No Brasil, diversos anfidiploides foram obtidos a partir deste germoplasma silvestre (F\u00e1vero et al., 2011) e v\u00eam sendo utilizados em cruzamentos visando a introgress\u00e3o dos genes de resist\u00eancia no amendoim cultivado. Entretanto, o material silvestre n\u00e3o tem qualidade agron\u00f4mica para cultivo, sendo necess\u00e1rios diversos ciclos de retrocruzamento com A. hypogaea para recuperar a condi\u00e7\u00e3o agron\u00f4mica (Santos et al., 2013)<\/p>\n\n\n\n<p>Viroses<br>Diversas esp\u00e9cies de v\u00edrus ocorrem podem infectar o amendoim. Alguns causam significativos danos econ\u00f4micos \u00e0 cultura, como \u00e9 o caso do TSWV (Tomato Spotted Wilt Virus). Uma esp\u00e9cie semelhante, o GRSV (Groundnut Ringspot Virus) (Figura 4) ocorre no Brasil e vem, nos \u00faltimos anos, causando danos \u00e0 cultura. O controle mais eficaz dessas viroses \u00e9 a resist\u00eancia ou toler\u00e2ncia dos cultivares. Medidas culturais, como o plantio adensado e o plantio sobre palhada da cultura anterior tamb\u00e9m auxiliam a reduzir o problema.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"296\" height=\"196\" src=\"https:\/\/infoamendoim.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/figura-4-sintomas-virose-amendoim.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-181\" srcset=\"https:\/\/infoamendoim.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/figura-4-sintomas-virose-amendoim.png 296w, https:\/\/infoamendoim.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/figura-4-sintomas-virose-amendoim-1x1.png 1w\" sizes=\"(max-width: 296px) 100vw, 296px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Figura 4. Sintomas da virose em amendoim.<\/p>\n\n\n\n<p>Na regi\u00e3o sudeste dos Estados Unidos, o cultivar Florunner, largamente disseminado nos EUA at\u00e9 a d\u00e9cada de 1990, foi substitu\u00eddo por cultivares que possu\u00edam relativa toler\u00e2ncia ao v\u00edrus, como os cv.s Georgia Green e Georgia Browne (Holbrook e Stalker, 2003). O cultivar Southern Runner lan\u00e7ado na d\u00e9cada de 1980 no estado da Florida foi avaliado em campo como parcialmente resistente. Mais recentemente, diversos cultivares resistentes a TSWV (Holbrook et al., 2008; Culbreath et al. 2010) foram liberados para cultivo nos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o cv. IAC Caiap\u00f3 descende de linhagem irm\u00e3 que deu origem ao cv. Southern Runner, mas a possibilidade de que seja portador de resist\u00eancia ainda n\u00e3o foi investigada. Testes de campo realizados na Georgia com cultivares IAC mostraram que diversos t\u00eam potencial de resist\u00eancia (Holbrook, comunica\u00e7\u00e3o pessoal).<\/p>\n\n\n\n<p>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/p>\n\n\n\n<p>BOI\u00c7A JUNIOR, A.L.; CHAGAS FILHO, N.R.; GODOY, I.J. de; LOUREN\u00c7\u00c3O, A.L.; SOUZA, J.R. de Avalia\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia de cultivares de amendoim de h\u00e1bito de crescimento rasteiro a Enneothrips flavens Moulton (Thysanoptera: Thripidae). Arquivos do Instituto Biol\u00f3gico, v.79, n.1, p.33-38, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>CAMPBELL, W.V.; WYNNE, J.C. Resistance of groundnuts to insects and mites. In: Proceedings\u2026INTERNATIONAL WORKSHOP ON GROUNDNUTS, 1980, Patancheru. Proceding\u2026 p. 149-157.<\/p>\n\n\n\n<p>CULBREATH, A.K.; TILLMAN, R.S.; TUBBS, J.P.; BEASLEY Jr, R.C.; KEMERAIT, J.; BRENNEMAN, T.B. Interative effects of planting date and cultivar on tomato spotted wilt of peanut. Plant Disease. v.97, p.898-904, 2010. Abstract<\/p>\n\n\n\n<p>F\u00c1VERO, A. P.; GODOY, I. J. ; SUASSUNA, T. F. Uso de esp\u00e9cies silvestres no pr\u00e9-melhoramento do amendoim. In: Lopes, M.A, F\u00e1vero, A.P., Ferreira, M.A.J.F, Faleiro, F.G., Folle, S.M., Guimar\u00e3es, E.P.. (Org.). Pr\u00e9-melhoramento de plantas \u2013 Estado da arte e experi\u00eancias de sucesso. Bras\u00edlia: Embrapa Informa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica, v. 1, p. 265-291, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>F\u00c1VERO, A. P.; MORAES, S. A.; GARCIA, A. A. F. ; VALLS, J. F. M.; VELLO, N.A. Characterization of rust, early and late leaf spot resistance in wild and cultivated peanut germplasm. Scientia Agr\u00edcola, v. 66, p.110-117, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>F\u00c1VERO, A. P.; SIMPSON, C. E.; VALLS, J. F. M.; VELLO, N. A.. Study of the evolution of cultivated peanut through crossability studies among Arachis ipa\u00ebnsis, A. duranensis, and A. hypogaea. Crop Science, v.46, p.1546-1552, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>GABRIEL, D.; NOVO, J. P. S.; GODOY, I. J.; BARBOZA, J. P. Flutua\u00e7\u00e3o populacional de Enneothrips flavens Moulton em cultivares de amendoim. Bragantia, Campinas, v. 55, n. 2,p. 253-257, 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>GALLO, D.; NAKANO, O.; SILVEIRA NETO, S.; CARVALHO, R.P.L.; BATISTA, G.C.; BERTI FILHO, E.; PARRA, J.R.P.; ZUCCHI, R.A.; ALVES, S.B.; VENDRAMIN, J.D.; MARCHINI, L.C.; LOPES, J.R.S.; OMOTO, C. Entomologia Agr\u00edcola. Piracicaba SP. FEALQ, 2002.<\/p>\n\n\n\n<p>GODOY, I. J.; FAVERO, A. P.; SANTOS, J.F.; MICHELOTTO, M. D. Melhoramento gen\u00e9tico do amendoim visando resist\u00eancia a doen\u00e7as foliares. In: Manejo Fitossanit\u00e1rio de Cultivos Agroenerg\u00e9ticos. In: IX Simp\u00f3sio de Manejo de Doen\u00e7as de Plantas, 2009, Lavras-MG. Manejo Fitossanit\u00e1rio de Cultivos Agroenerg\u00e9ticos. Lavras: Sociedade Brasileira de Fitopatologia, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>GODOY, I. J.; MORAES, S. A.; SIQUEIRA, W. J.; PEREIRA, J. C. V. A.; MARTINS, A. L. M.; PAULO, E. M. Produtividade, estabilidade e adaptabilidade de cultivares de amendoim em tr\u00eas n\u00edveis de controle de doen\u00e7as foliares. Pesquisa Agropecu\u00e1ria Brasileira, Bras\u00edlia, DF: v. 34, n. 7, p. 1183-1191, 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>Godoy, I. J.; Moraes, S. A.; Zanotto, M. D.; Santos, R. C. Melhoramento do amendoim. In: Bor\u00e9m, A. (ed.) Melhoramento de esp\u00e9cies cultivadas, Vi\u00e7osa, Editora UFV, 2005 (2.a Ed).<\/p>\n\n\n\n<p>HOLBROOK, C.C.; STALKER, H.T. Peanut Breeding and Genetic Resources. In: JANICK, J. (Ed.). Plant Breeding Reviews, v.22, p.297-355, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p>HOLBROOK, C.C.; TIMPER, P.; CULBREATH, A.K.; KVIEN, C.K. Registration of Tifguard peanut. Journal of Plant Registrations, v.2, p.92-94, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>JANINI, J. C. ; BOI\u00c7A JUNIOR, A.L.; GODOY, I. J.; MICHELOTTO, M. D.; F\u00c1VERO, A. P. Avalia\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies silvestres e cultivares de amendoim para resist\u00eancia a Enneothrips flavens Moulton. Bragantia, v. 69, p. 891-898, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>JANINI, J.C. Resist\u00eancia de germoplasma silvestres de amendoim (Arachis spp.) a Enneothrips flavens Moulton, 1941 (Thysanoptera: Thripidae) e Stegasta bosquella (Chambers, 1875) (Lepidoptera: Gelechiidae). Jaboticabal, 2011. 112p. Tese (Doutorado). Faculdade de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias e Veterin\u00e1rias, Universidade Estadual Paulista \u201cJulio de Mesquita Filho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>LARA, F. M. Princ\u00edpios de resist\u00eancia de plantas a insetos. S\u00e3o Paulo: \u00cdcone, 1991. 336p.<\/p>\n\n\n\n<p>LEUCK, D. B.; HAMMONS, L. W.; HARVEY, J. E. Insect preference for peanut varieties. Journal of Economic Entomology, Lanham, v. 6, p. 1546-1549, 1967.<\/p>\n\n\n\n<p>LYNCH, R. E.; MACK, T. P. Biological and biotechnical advances for insect management in peanut. In: PATTEE, H.E.; STALKER, H.T. (Eds). Advances in Peanut Science. American Peanut Research and Education Society, 1995. p. 95-159.<\/p>\n\n\n\n<p>MICHELOTTO, M. D.; GODOY, I. J.; F\u00c1VERO, A.P.; CARREGA, W. C.; FINOTO, E.L. Occurrence of Enneothrips flavens Moulton and Stegasta bosquella (Chambers) and its effects on agronomic traits of wild Arachis accessions. Bioscience Journal, v. 29, p. 115-124, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>MORAES, A. R. A. DE ; LOUREN\u00c7\u00c3O, A. L. ; GODOY, I. J. ; TEIXEIRA, G. C. Infestation by Enneothrips flavens Moulton and yield of peanut cultivars. Scientia Agricola, Piracicaba, SP, v. 62, n. 5, p. 469-472, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>MORAES, S.A.; GODOY, I.J. Amendoim (Arachis hypogaea L.) \u2013 Controle de doen\u00e7as. In: do VALE, F.X.R. &amp; ZAMBOLIM, L. (eds) Vi\u00e7osa, MG: UFV, Agricul 2v.:il. Controle de doen\u00e7as de plantas. p1-49. 1997.<\/p>\n\n\n\n<p>MOUND, L. A.; TEULON, D. A. J. Thysanoptera as phytophagous opportunists. In: Parker, B. L.; SKINNER, M; LEWIS, T. (eds.). Thrips biology and management. New York: Plenum Publishing Corporation, 1995, p. 3-20.<\/p>\n\n\n\n<p>SANTOS, J. F.; GODOY, I. J.; MICHELOTTO, M. D.; F\u00c1VERO, A. P. Resist\u00eancia a mancha preta e qualidade agron\u00f4mica de plantas RC1F2 de cruzamentos do h\u00edbrido anfidipl\u00f3ide (A. ipaensis x A. duranensis) com o amendoim cultivado (Arachis hypogaea L.). Bioscience Journal (UFU. Impresso), v. 29, p. 280-287, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>SANTOS, R. C.; GODOY, I. J.; FAVERO, A. P. Melhoramento do amendoim e cultivares comerciais. In: Roseane C. Santos; Rosa Maria M. Freire; Liziane M. Lima. (Org.). O agroneg\u00f3cio do amendoim no Brasil. 2ed.Brasilia \u2013 DF: Embrapa, 2013, v. 1, p. 115-184.<\/p>\n\n\n\n<p>STALKER, H. T.; CAMBELL, W. V. Resistance of wild species of peanut to an insect complex. Peanut Science, v.10, p.30-33, 1983.<\/p>\n\n\n\n<p>STALKER, H.T.; SIMPSON, C.E. Germplasm resources in Arachis. In: PATTEE, H.E.; STALKER, H.T. (Eds). Advances in Peanut Science, APRES, Stillwater, OK, 1995. Cap. 2, pp 14-53.<\/p>\n\n\n\n<p>COMO CITAR ESTE ARTIGO:<\/p>\n\n\n\n<p>Michelotto, M.D.; Godoy, I. J. ; Santos, J. F. Resist\u00eancia a pragas e doen\u00e7as em amendoim. In: Busoli, A.C.; Castilho, R.C.; Andrade, D.J.; Rossi, G.D.; Viana, D.L.; Fraga, D.F.; Souza, L.A.. (Org.). T\u00f3picos em Entomologia Agr\u00edcola \u2013 VIII. 1ed.Jaboticabal, SP: Maria de Lourdes Brandel \u2013 ME, 2015, v. 1, p. 105-116.<\/p>\n\n\n\n<p>Dispon\u00edvel em: www.infoamendoim.com.br\/artigost\u00e9cnicos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, a produ\u00e7\u00e3o atual gira em torno de 300.000 toneladas anuais do produto em casca, sendo que mais de 80% da produ\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 gerada em diversos munic\u00edpios do estado de S\u00e3o Paulo, gerando emprego e renda para essas regi\u00f5es. 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