{"id":204,"date":"2021-06-16T18:13:05","date_gmt":"2021-06-16T18:13:05","guid":{"rendered":"https:\/\/infoamendoim.com.br\/website\/?p=204"},"modified":"2021-06-16T18:13:07","modified_gmt":"2021-06-16T18:13:07","slug":"impactos-e-medidas-de-controle-da-erosao-do-solo-no-amendoim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoamendoim.com.br\/website\/2021\/06\/16\/impactos-e-medidas-de-controle-da-erosao-do-solo-no-amendoim\/","title":{"rendered":"Impactos e medidas de controle da eros\u00e3o do solo no amendoim"},"content":{"rendered":"\n<p>Os processos erosivos ocorrem desde que o homem iniciou a pr\u00e1tica da agricultura com uso de arado. De acordo com Dr. David R. Montgomery (Professor de Geomorfologia do Earth and Space Science,The University of Washington) e autor do livro Dirt: The Erosion Of Civilization, o desenvolvimento do arado foi mais impactante que o da espada, em termos de destrui\u00e7\u00e3o das civiliza\u00e7\u00f5es. Menciona que nos \u00faltimos 40 anos a eros\u00e3o do solo tem sido a respons\u00e1vel pela degrada\u00e7\u00e3o de 430 milh\u00f5es de hectares de solos agr\u00edcolas, que equivale a 1\/3 da presente \u00e1rea agricult\u00e1vel mundial. Enfatiza que no mundo, anualmente, s\u00e3o perdidos 0,7 % de solo, o que representa 23 bilh\u00f5es de toneladas de solo erodido. Nos \u00faltimos 60 anos foram perdidos por eros\u00e3o a mesma quantidade de solo que demorou 400 anos para ser constru\u00edda. Em termos de custos diretos e indiretos da eros\u00e3o por ano, s\u00e3o estimados US$ 44 e 45,4 bilh\u00f5es nas condi\u00e7\u00f5es norte-americanas e europeias, respectivamente. Para as condi\u00e7\u00f5es brasileiras, para o estado do Paran\u00e1 e S\u00e3o Paulo, s\u00e3o estimados respectivamente US$ 242 e 212 milh\u00f5es (Telles et al., 2011).<\/p>\n\n\n\n<p>A cultura do amendoim posiciona-se no contexto da eros\u00e3o como muito vulner\u00e1vel \u00e0s perdas de solo, em virtude do intensivo preparo de solo, do lento crescimento e ao espa\u00e7amento entre linhas mais largo do que outras oleaginosas. Considerando um \u00edndice relativo de eros\u00e3o, o amendoim encontra-se na quarta posi\u00e7\u00e3o, somente atr\u00e1s da mandioca, feijoeiro e mamona (Figura 01). Estudos de perdas de solo e \u00e1gua na cultura do amendoim foram conduzidos na Esta\u00e7\u00e3o Experimental do IAC em Ribeir\u00e3o Preto, durante 12 anos (entre 1947 e 1959) e permitiram concluir que a m\u00e9dia ponderada foi 30,6 t\/ha\/ano de terra e 134 mm\/ha\/ano (Marques et al., 1961). A maior perda de solo ocorreu na safra de 1950\/51, com valores de 191 t\/ha\/ano de terra e 281 mm\/ha\/ano de enxurrada. Nesse ano, janeiro teve a maior pluviosidade (580 mm) da s\u00e9rie hist\u00f3rica. Pode-se inferir que se esses estudos tivessem sido conduzidos em regi\u00e3o com solos de textura mais arenosa, os resultados talvez tivessem sido mais expressivos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/infoamendoim.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/FIGURA1-2.png\" alt=\"FIGURA1-2\" class=\"wp-image-76010\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Figura 01. \u00cdndice relativo de eros\u00e3o h\u00eddrica para diferentes culturas. Fonte: Marques et al. (1961), Bragantia, 20(47):1143-1182, 1961.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/infoamendoim.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/FIGURA2-1.png\" alt=\"FIGURA2-1\" class=\"wp-image-76007\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Anache et al. (2017), utilizando ferramenta de meta an\u00e1lise para interpretar diversos estudos de perdas de solo para as condi\u00e7\u00f5es brasileiras, concluiu que o amendoim posicionase em segundo lugar em um ranking de 27 atividades agr\u00edcolas estudadas, com perdas m\u00e9dias de&nbsp;<strong>26 t\/ha\/ano<\/strong>. \u00c9 importante esclarecer que na \u00e9poca que os estudos foram realizados, o padr\u00e3o tecnol\u00f3gico da cultura do amendoim era totalmente oposto do vigente, sobretudo com rela\u00e7\u00e3o ao h\u00e1bito de crescimento da planta. Para as condi\u00e7\u00f5es edafoclim\u00e1ticas norteamericanas, estudos conduzidos entre 1975 e 2014, considerando as regi\u00f5es produtoras, sudeste e Virginia-Carolina, as perdas m\u00e9dias foram de&nbsp;<strong>14 e 10 t\/ha\/ano<\/strong>, respectivamente. Se considerar a produtividade m\u00e9dia de vagens, para as principais regi\u00f5es produtoras norteamericanas s\u00e3o perdidos&nbsp;<strong>5 kg de terra para cada 1,0 kg de amendoim<\/strong>&nbsp;produzido (McCarty et al., 2016). De acordo com dados do NRI (2007), perdas de solo nos USA diminui 43% entre 1982 e 2007 para a maior parte das culturas anuais, enquanto pouco avan\u00e7o foi detectado para a cultura do amendoim no mesmo per\u00edodo. Esses n\u00fameros indicam a magnitude do problema, o qual n\u00e3o \u00e9 exclusivo das condi\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p>A eros\u00e3o inicia-se com a retirada da cobertura vegetal que exp\u00f5e a camada superficial ao impacto das gotas da chuva, ocasionado desagrega\u00e7\u00e3o das part\u00edculas, redu\u00e7\u00e3o da infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e consequente aumento do escorrimento superficial ou defl\u00favio, depositando os sedimentos em canais de terra\u00e7os e cursos d\u2019\u00e1gua. De maneira geral, a eros\u00e3o pode ser classificada em e\u00f3lica e h\u00eddrica. A eros\u00e3o h\u00eddrica classifica-se como laminar e em sulcos (rasa, profunda e muito profunda ou vo\u00e7orocas). Quanto \u00e0 frequ\u00eancia, pode ser ocasional, frequente ou muito frequente. A eros\u00e3o e\u00f3lica n\u00e3o \u00e9 muito comum nas condi\u00e7\u00f5es do Brasil, mas \u00e9 o principal tipo eros\u00e3o nas \u00e1reas produtoras na Argentina, principalmente ap\u00f3s a colheita, ocasionando abras\u00e3o das folhas das culturas de inverno. O encrostamento (Figura 3B), ocasionado pela eros\u00e3o por salpico, que ocorre no sulco de semeadura, \u00e9 bastante comum em nossas condi\u00e7\u00f5es, sendo um dos fatores que influenciam na falha do estande. Em virtude da predomin\u00e2ncia do cultivo de amendoim em reforma de canaviais colhidos sem queima pr\u00e9via, as ocorr\u00eancias de eros\u00f5es em sulcos (Figuras 3 C, D e E) aumentaram nos anos recentes. Para favorecer a colheita mecanizada, os terra\u00e7os s\u00e3o dimensionados com espa\u00e7amentos maiores, por\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o compat\u00edveis com as pr\u00e1ticas mec\u00e2nicas de conserva\u00e7\u00e3o de solo recomendadas para a cultura do amendoim. Al\u00e9m disso, tradicionalmente os produtores de amendoim realizam preparo convencional intenso, utilizando inclusive enxada rotativa, resultando em maior desagrega\u00e7\u00e3o das part\u00edculas e aumento da susceptibilidade aos processos erosivos. Por conseguinte, s\u00e3o frequentes problemas demonstrados nas Figuras 3C, 3D e 3E, sobretudo em solos com gradiente textural (Bt abr\u00faptico) e associados ao relevo acidentado, denominados no Sistema Brasileiro de Classifica\u00e7\u00e3o de Solo (EMBRAPA, 2013) como ARGISSOLOS, embora sejam comuns problemas em outras ordens de solo, tais como; LATOSSOLO Vermelho Amarelo e NEOSSOLO Quartzar\u00eanico (Figura 3 F).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante observar que A eros\u00e3o h\u00eddrica pode ocorrer ap\u00f3s a colheita do amendoim, conforme demonstrado na Figura 4A, pois no processo de colheita ocorre movimenta\u00e7\u00e3o de solo na opera\u00e7\u00e3o de arranquio e tr\u00e1fego intenso na opera\u00e7\u00e3o de recolhimento e escoamento da produ\u00e7\u00e3o do campo. Na maioria das vezes, ocorre expressiva contribui\u00e7\u00e3o das enxurradas que se formam nos carreadores e estradas rurais mal dimensionadas, as quais ganham energia e resultam em eros\u00e3o nas \u00e1reas agr\u00edcolas. Todavia, quando n\u00e3o h\u00e1 planejamento pr\u00e9vio do escoamento da \u00e1gua acumulada nos terra\u00e7os em desn\u00edvel, pode acontecer situa\u00e7\u00f5es como a apresentada na Figura 4B. O comprometimento das estradas rurais afeta o transporte da produ\u00e7\u00e3o do campo e denigre a imagem do agroneg\u00f3cio perante a opini\u00e3o p\u00fablica, sem considerar outras implica\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-econ\u00f4micas.<\/p>\n\n\n\n<div id=\"attachment_75989\" class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/infoamendoim.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/FIGURA3.png\" alt=\"N\u00edveis da ocorr\u00eancia da eros\u00e3o no solo\" class=\"wp-image-75989\"\/><figcaption>Figura 03. N\u00edveis de ocorr\u00eancia de eros\u00e3o do solo na cultura do amendoim. A \u2013 eros\u00e3o e\u00f3lica; B- eros\u00e3o por salpico; C \u2013 eros\u00e3o laminar; D\/E \u2013 eros\u00e3o em sulcos profundos; E \u2013 vo\u00e7oroca. Com exce\u00e7\u00e3o da foto F, as demais devem ser creditadas a Denizart Bolonhezi.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div id=\"attachment_75990\" class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/infoamendoim.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/FIGURA4.png\" alt=\"Eros\u00e3o em Sulcos\" class=\"wp-image-75990\"\/><figcaption>Figura 04. Eros\u00e3o em sulcos formada ap\u00f3s a colheita do amendoim (02\/05\/2017, Assis\/SP, Neossolo Quartzar\u00eanico) \u2013 A. Vo\u00e7oroca formada em estrada rural, formada na safra 2017\/18, munic\u00edpio de Paragua\u00e7\u00fa Paulista\/SP em ARGISSOLO Vermelho Amarelo. Fotos: Denizart Bolonhezi<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A ocorr\u00eancia de eros\u00e3o em qualquer um dos n\u00edveis apresentados na Figura 3 \u00e9 pass\u00edvel de fiscaliza\u00e7\u00e3o e autua\u00e7\u00e3o, conforme a legisla\u00e7\u00e3o que disp\u00f5e sobre o uso, a conserva\u00e7\u00e3o e a preserva\u00e7\u00e3o do solo agr\u00edcola. No Brasil, diversos estados apresentam legisla\u00e7\u00e3o quanto ao uso do solo, todavia, somente em S\u00e3o Paulo e Paran\u00e1, as leis s\u00e3o aplicadas pelo Poder P\u00fablico por meio dos \u00f3rg\u00e3os de defesa agropecu\u00e1ria. Em S\u00e3o Paulo, a legisla\u00e7\u00e3o que disp\u00f5e sobre uso e conserva\u00e7\u00e3o do solo e da \u00e1gua est\u00e1 alicer\u00e7ada na lei Estadual n.o 6171 (04\/06\/1988), a qual \u00e9 regulamentada pelo Decreto n.o 41.719 (16\/04\/1997), complementadas por mais duas Resolu\u00e7\u00f5es da SA (n.o 7 e 11), uma Portaria (n.o 6, de 24\/06\/1997) e dois Decretos ( n.o 44884, de 11\/05\/2000 e n.o 45273, de 06\/10\/2000). Em S\u00e3o Paulo, a fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 responsabilidade dos t\u00e9cnicos da DEFESA Agropecu\u00e1ria da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. No estado do Paran\u00e1, a aplica\u00e7\u00e3o da Lei n.o 8.104 (14\/12\/1984) \u00e9 feita pela ADAPAR.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com legisla\u00e7\u00e3o, as penalidade incidir\u00e3o sobre os autores, sejam eles&nbsp;<strong>arrendat\u00e1rios, parceiros, posseiros, gerentes, t\u00e9cnicos respons\u00e1veis ou propriet\u00e1rios da \u00e1rea<\/strong>. Essa informa\u00e7\u00e3o \u00e9 relevante para a cadeia produtiva do amendoim, considerando que a maioria dos produtores s\u00e3o arrendat\u00e1rios e ocupam o espa\u00e7o agr\u00edcola por alguns meses, mas mesmo assim, podem ser responsabilizados. O infrator dever\u00e1 apresentar no prazo de 60 dias, prorrog\u00e1veis por mais 60 dias, um projeto contendo a determina\u00e7\u00e3o das classes de capacidade de uso do solo (Lepsch et al., 2015) da \u00e1rea em quest\u00e3o e um plano de defini\u00e7\u00e3o da tecnologia de conserva\u00e7\u00e3o de solo que dever\u00e1 ser implantado no prazo previsto, al\u00e9m da aplica\u00e7\u00e3o de penalidade pecuni\u00e1ria no valor m\u00ednimo de 20 a 1000 UFESP (unidades fiscais do Estado de S\u00e3o Paulo).<\/p>\n\n\n\n<p>O controle da eros\u00e3o demanda a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas conservacionistas, que podem ser classificadas como vegetativas, ed\u00e1ficas e mec\u00e2nicas. O uso de terra\u00e7os \u00e9 a mais comum e interpretada erroneamente como a \u00fanica medida. Todavia, no planejamento de controle de eros\u00e3o deve-se levar em considera\u00e7\u00e3o primeiramente qual \u00e9 a classifica\u00e7\u00e3o do solo, qual o relevo predominante, qual o regime pluviom\u00e9trico, bem como conhecimentos das t\u00e9cnicas de controle do escoamento superficial. Outro aspecto importante \u00e9 identificar a Classe de Capacidade do Uso da Terra (I, II, II.IV.V, VI e VII), que definir\u00e1 conforme a declividade e tipo de solo, onde \u00e9 poss\u00edvel cultivar culturas anuais sem riscos de ocorr\u00eancia de eros\u00e3o. Devido ao v\u00ednculo com as \u00e1reas de reforma de canaviais, \u00e9 importante para o produtor de amendoim entender como funciona o planejamento da sistematiza\u00e7\u00e3o dos talh\u00f5es, pois isso definir\u00e1 a dire\u00e7\u00e3o da semeadura.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo n\u00e3o recomendados de forma isoladas, os terra\u00e7os s\u00e3o estruturas constitu\u00edda de um cana e um dique, que tem finalidade de interceptar a enxurrada, parcelar o comprimento da vertente, reduzir a velocidade do defl\u00favio e do arrastamento das part\u00edculas. Foi introduzido no Brasil, vindo dos USA, sofreu adapta\u00e7\u00f5es (terra\u00e7os de infiltra\u00e7\u00e3o) t\u00eam, desde que bem dimensionados, efici\u00eancia de 80% e 20% no controle das perdas de terra e \u00e1gua, respectivamente. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escolha do tipo de terra\u00e7o a ser utilizado, de maneira geral, adota-se para base larga, base m\u00e9dia, estreita e patamar, as seguintes declividades; 2-8%, 8- 12%, 12-18% e &gt; 18%. Para um correto dimensionamento de terra\u00e7os, a recomenda\u00e7\u00e3o oficial no estado de S\u00e3o Paulo baseia-se na equa\u00e7\u00e3o proposta por Lombardi Neto et al. (1991). Para condi\u00e7\u00e3o de Argissolos (Bt), recomenda-se uso de terra\u00e7os em desn\u00edvel, pois em virtude da baixa infiltra\u00e7\u00e3o, o excedente de \u00e1gua necessita ser conduzido para um canal escoadouro, preferencialmente vegetado. Equ\u00edvocos no dimensionamento dos terra\u00e7o de infiltra\u00e7\u00e3o, podem ocasionar problemas maiores que a n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o dos mesmo, pois uma vez rompidos a energia concentrada aumenta o impacto do escorrimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o da intensidade do preparo de solo e consequente manuten\u00e7\u00e3o do m\u00e1ximo de res\u00edduos culturais na superf\u00edcie permite a redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 68% na eros\u00e3o, de acordo com Holland (2004). Para as condi\u00e7\u00f5es norte-americanas, entre 1999 e 2013, para as \u00e1reas de cultivo com amendoim, o n\u00famero m\u00e9dio de opera\u00e7\u00f5es passou de 4,8 para 3,3 respectivamente. Isso resultou em um aumento do percentual de solo coberto que passo de 3.9 % para 16.7 % no mesmo per\u00edodo (1999-2013). Por\u00e9m, o ideal \u00e9 n\u00e3o dispensar as pr\u00e1ticas mec\u00e2nicas de conserva\u00e7\u00e3o e aprender a semear diretamente sobre palhada (Figura 5) ou utilizar algum preparo reduzido, os quais permitem reduzir expressivamente (&gt;95%) a eros\u00e3o h\u00eddrica.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/infoamendoim.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/FIGURA5.png\" alt=\"Impacto do uso de terraceamento\" class=\"wp-image-75991\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div id=\"attachment_75992\" class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/infoamendoim.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/FIGURA6.png\" alt=\"Impacto do uso de terraceamento\" class=\"wp-image-75992\"\/><figcaption>Figura 05. Impacto do uso de terraceamento sobre o escoamento supercial (superior). Fonte: Jean Minella (UFSM). Semeadura direta sobre palhada de cana crua (esquerda) e semeadura sobre preparo reduzido em faixa (direito). Fotos: Denizart Bolonhezi<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES GERAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Considerando as&nbsp;<strong>perdas de solo (26 \u2013 30 t\/ha\/ano)<\/strong>&nbsp;quantificadas na cultura do amendoim, controlar o impacto da eros\u00e3o h\u00eddrica \u00e9 um tema urgente a ser discutido na cadeia produtiva do amendoim, sobretudo quando a parceria dos arrendat\u00e1rios \u00e9 realizada com a cultura da cana-de-a\u00e7\u00facar cultivado sobre Argissolos com textura arenosa no horizonte A. H\u00e1 legisla\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o, a qual pode autuar inclusive o arrendat\u00e1rio. O uso de terra\u00e7os deve seguir recomenda\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica oficial e validada pela pesquisa, mas n\u00e3o controla eros\u00e3o com efici\u00eancia se usada isolada. Difundir a ado\u00e7\u00e3o da semeadura direta associada \u00e0s pr\u00e1ticas mec\u00e2nicas \u00e9 o caminho para evitar eventos dr\u00e1sticos de eros\u00e3o h\u00eddrica e assegurar a sustentabilidade do produtor paulista de amendoim.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ANACHE, J.A.A.; WENDLAND, E.C.; OLIVEIRA, P.T.S.; FLANAGAN, D.C.; NEARING, M.A. Runnof and soil erosion plot-scale studies under natural rainfall : A meta-analysis of Brazilian experience.&nbsp;<strong>Catena<\/strong>, 152, p. 29-30, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>HOLLAND, J.M. The environmental consequences of adopting conservation tillage in Europe: reviweing the evidence.&nbsp;<strong>Agriculture, Ecosystems and Environment<\/strong>, 103(1):1-25, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>LEPSCH, I.F.; ESP\u00cdNDOLA, C.R.; VISCHI FILHO, O.J.; HERNANI, L.C.; SIQUEIRA, D.S.&nbsp;<strong>Manual para Levantamento Utilit\u00e1rio e Classifica\u00e7\u00e3o de Terras no Sistema de Capacidade de Uso<\/strong>. 1a Edi\u00e7\u00e3o, Vi\u00e7osa, Sociedade Brasileira de Ci\u00eancia do Solo, 2015, 170 p.<\/p>\n\n\n\n<p>LOMBARDI NETO, F.; BELLINAZZI JUNIOR, R.; LEPSH, I.F.; OLIVEIRA, J.B.; BERTOLINI, D.; GALETI, P.A.; GRUGOWICH, M.I.&nbsp;<strong>Terraceamento Agr\u00edcola<\/strong>. Campinas: Coordenadoria de Assist\u00eancia T\u00e9cnica Integral, 1991, 38 p. (Boletim T\u00e9cnico 206).<\/p>\n\n\n\n<p>MARQUES, J.Q.A.; BERTONI, J.; BARRETO, G.B. Perdas por eros\u00e3o no Estado de S\u00e3o Paulo.&nbsp;<strong>Bragantia<\/strong>, Campinas, v.20, n. 47, p. 1143-1182, 1961.<\/p>\n\n\n\n<p>McCARTY, J.A.; RAMSEY, S.; SANDEFUR, H.N. A historical Analysis of the Environmenta Footprint of Penaut Production in the United States from 1980 to 2014.&nbsp;<strong>Peanut Science<\/strong>, 43, p. 157-167, 2016.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Como citar esse texto:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BOLONHEZI, D.; VISCHI FILHO,O.J..; BETIOL, O.; AMBR\u00d3SIO, L.M. da S.; LEAL, E.P.R.&nbsp;<strong>Eros\u00e3o do Solo na Cultura do Amendoim<\/strong>. Dispon\u00edvel em&nbsp;<a href=\"https:\/\/infoamendoim.com.br\/site\/temas-em-discussao\/\">www.infoamendoim.com.br\/temasemdiscuss\u00e3o.<\/a><a href=\"https:\/\/infoamendoim.com.br\/site\/wp-admin\/post.php?post=75996&amp;action=edit\">Edit<\/a><a href=\"https:\/\/infoamendoim.com.br\/site\/wp-admin\/post.php?post=75996&amp;action=edit&amp;vcv-action=frontend&amp;vcv-source-id=75996\">Edit with Visual Composer<\/a><a href=\"https:\/\/infoamendoim.com.br\/site\/wp-admin\/post.php?vc_action=vc_inline&amp;post_id=75996&amp;post_type=page\">Editar com Editor Visual<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os processos erosivos ocorrem desde que o homem iniciou a pr\u00e1tica da agricultura com uso de arado. De acordo com Dr. David R. 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